Dead Kennedys dão o som no novo momento do Brasil

É tempo de resistência

Bedtime for Democracy: detalhe da capa do último álbum dos Dead Kennendys, de 1986

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A democracia no Brasil vive tempos difíceis e parte da turma que tomou o poder bem preferiria que ela já estivesse adormecida. Mas nós não vamos ceder.

É tempo de resistência contra todas as opressões e aqueles que lutaram antes ajudam a apontar caminhos. É o caso dos Dead Kennedys com o seu “Bedtime for Democracy”.

Lançado em 1986, o último disco de estúdio das lendas do hardcore político parece ser a trilha sonora que mais descreve o momento do Brasil. Militarismo, injustiça e violência são retratados com o sarcasmo que merecem.

Selecionamos três faixas do disco clássico do Dead Kennedys para mostrar que o autoritarismo sempre está à espreita em diferentes partes do mundo, mas nunca vai conseguir nos calar.

Rambozo The Clown

Personagem principal da quarta faixa do disco do Dead Kennedys, Rambozo, the Clown ensina as crianças que a guerra é divertida e quer reescrever a história com uma metralhadora. Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência.

O fim da música diz umas verdades que uma turma aí prefere ignorar: “você é apenas uma ferramenta, que se apaixonou pelo mito de Rambozo, o palhaço”.

Macho Insecurity

Em Bedtime for Democracy os Dead Kennedys já denunciavam a masculinidade frágil que descamba em violência. A letra de “Macho Insecurity” descreve uns personagens que andam transitando por aqui: são os caras musculosos que batem em tudo o que eles não conseguem entender. Insegurança masculina? Ouve esse som:

Triumph of the Swill

E pra fechar a nossa lista, um alerta para que não deixemos a ignorância triunfar. Na letra dessa música, Jello Biafra mostra como a censura pode privilegiar os discursos que interessam ao governo ao mesmo tempo em que tenta calar todas as vozes contrárias. Não caia nessa. Democracia só existe com liberdade.

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