O Fishbone manda a real sobre o abandono da juventude periférica

Ouça o som e conheça o trabalho do Observatório de Favelas.

Steve Eichner/Getty Images

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Ainda no início dos anos 1980, o Fishbone já misturava ska, punk rock, pop, funk metal e o que mais surgisse pela frente, abrindo caminho para bandas que se tornariam gigantes, como Red Hot Chili Peppers e Faith No More.

Com um som inventivo, letras irreverentes e crítica social, o sexteto original nunca alcançou o mainstream, mas fez barulho por onde passou, encarou uma turnê conjunta com o Beastie Boys e reuniu uma seleção de fãs fieis pelo mundo.

Considerado por muitos como o melhor álbum da banda, The Reality Of My Surroundings, de 1991, traz uma mistura de pauleira punk rock com reggae e ska, ironias finas e críticas esculachadas.

Terceira faixa do disco, “So Many Millions” fala sobre a desesperança de uma juventude periférica, abandonada pelos governantes em meio à miséria e o caos, um lugar onde só os traficantes conseguem prosperar.

Ouve esse som:

Curtiu o som do Fishbone? Aproveite para conhecer o trabalho do Observatório de Favelas, organização focada na transformação das zonas periféricas do Brasil.

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