Slaves

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A música nova acumula-se em cima da mesa, no computador, no player. Lançamentos enviados por gravadoras, arquivos baixados de alguma nuvem suspeita, áudios fresquinhos em streaming, links para conhecer os talentos locais. Falta tempo e, essencialmente, saco para ouvir tudo. O cenário é quase desolador, até que surge o disco dos Slaves e restabelece a fé em um gênero sobre o qual não restava a menor esperança que conseguisse surpreender em 2015. A estreia dos ingleses, Are You Satisfied?, arrasa com a descrença no rrrock! (ênfase no “r” e na exclamação, pliz) e acena com dias mais divertidos para o estilo.

Tanto esporro só podia ser obra de dois moleques. Isaac Holman (23 anos) e Laurie Vincent (22 anos) vêm da cidade de Kent e se cruzaram ainda adolescentes em um grupo chamado Barefoot antes de adotar uma configuração básica como o som que desejavam fazer. O formato remete a White Stripes, Black Keys, Jon Spencer Blues Explosion e demais nobres representantes de uma linhagem em que não são necessários mais do que vocais, guitarra e bateria para gerar uma barulheira danada de boa. A diferença está na pegada: em vez de blues tosco, a gana dos Slaves parte do punk.

Em pouco mais de meia hora, pelas 13 músicas desfilam ecos dos onipresentes Sex Pistols e Clash embalados em porra-louquice new wave tão tradicional quanto o sotaque britânico em que são urradas. Cheer Up London, Sockets e Hey grudam à primeira audição. Na segunda, a faixa- título, Live Like an Animal e Ninety Nineconfirmam o frisson em torno dos guris – já apontados pela BBC como uma das revelações do ano. São muitos os exemplos de bandas apontadas como “a próxima grande coisa” que voltam para o nada de onde vieram. No caso dos Slaves, o hype está mais do que justificado.

Via clicrbs.com.br

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