Bad Religion: uma história que se confunde com o punk rock

Conheça a trajetória dos caras.

Foto: Getty Images
Gostou? Compartilhe:

O Bad Religion não é uma simples banda. Sua trajetória tem impacto na história de todo o movimento punk.

Um dos poucos grupos que permanece em atividade desde os anos 1980, Greg Graffin, Brett Gurewitz, Jay Bentley e companhia se notabilizaram pelo engajamento político de suas letras, o hardcore melódico de suas guitarras distorcidas e por influenciar toda uma geração de bandas.A história do Bad Religion se mistura com a da Epitaph Records. O selo independente, criado para promover as músicas dos caras lá no início da carreira, acabou tornando-se uma das mais importantes gravadoras de rock alternativo do mundo, responsável por lançamentos de artistas como Offspring, Rancid, NOFX, Agnostic Front, entre muitos outros.

A gravadora, inclusive, está no centro de um dos maiores rachas da história do Bad Religion. Em 1993, já com sete álbuns lançados e reconhecimento na cena alternativa, a maioria dos integrantes da banda quis deixar o selo independente que havia ajudado a fundar para assinar contrato com a Atlantic Records, uma gigante do mercado musical.

Guitarrista do Bad Religion e administrador da Epitath Records, Mr Brett Gurewitz não ficou nada feliz com a ideia. Decidiu abandonar a banda e seguir com o trabalho de produtor, sendo substituído nas palhetas por Brian Baker. O retorno de Brett ao comando das guitarras do grupo aconteceria apenas anos depois, quando o Bad Religion voltou a gravar pela Epitaph.Em sua formação original, lá de 1979, o Bad Religion contava com Greg Graffin nos vocais, Brett Gurewitz na guitarra, Jay Bentley no baixo e Jay Ziskrout na bateria. Ao contrário do que o nome pode sugerir, a banda nunca se posicionou como ateísta. Segundo Greg Graffin, a religião aparece aqui como analogia à opressão, que impede as pessoas de viverem e se expressarem do jeito que preferirem.

O primeiro EP saiu em 1981, já pela Epitaph, que a época resumia-se a um logo e um número de caixa postal. Essa mesma estrutura precária foi suficiente para a gravação do álbum de estreia, How could hell be any worse?, de 1982.

Ainda neste início de carreira, o Bad Religion lançaria um segundo álbum, com uma proposta de rock progressivo que não agradou nem mesmo aos integrantes da banda, antes de entrar em um recesso que duraria até 1988, quando sai o disco Suffer, um retorno ao hardcore punk que renderia à banda o título de melhor álbum punk daquele ano pela Sputnikmusic.

Já em Suffer, questionamentos políticos e críticas ao fundamentalismo religioso davam as caras no universo explorado pelo grupo em suas composições. Na sequência, eles promoveram os lançamentos de No Control (1989), Against the Grain (1990) e Generator (1992), todos muito bem recepcionados pelo público underground, o que fez a reputação da banda crescer dentro da cena punk rock.O sucesso comercial viria mesmo com Recipe for hate, de 1993, um álbum recheado de hits e participações especiais, que marca o ápice criativo do Bad Religion. O destaque fica com a faixa “American Jesus”, provavelmente a música mais famosa da banda, que, em sua gravação original, conta com a participação de Eddie Vedder, líder do Pearl Jam.Recipe for hate foi lançado originalmente pela Epitaph Records, mas relançado mundialmente pela Atlantic Records. Na sequência do boom comercial da banda, com presença nas paradas de sucesso e MTV, vieram os álbuns Stranger Than Fiction (1994) e The Gray Race (1996), ambos com um lugarzinho na lista de melhores lançamentos da história do grupo para uma parte dos fãs, mas sem Brett na formação.

O retorno à Epitaph Records e a volta de Brett Gurewitz às guitarras aconteceria em 2002, com o álbum The Process of Belief. De lá para cá, a banda segue produtiva, com turnês pelo mundo e novos lançamentos que já totalizam 16 álbuns de estúdio e reservam ao Bad Religion um lugar cativo na história do punk rock mundial.

Gostou? Compartilhe:

Veja também...