Faith No More e a mistura de estilos que mudou a cara do rock

Conheça a trajetória de Mike Patton e companhia.

Foto: Foto: Faith No More Followers
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Os caras do Faith No More são considerados por muitos como os pais do nu metal. Eles foram pioneiros na mistura do metal com estilos sonoros distintos que vão do punk ao funk, passando pelo soul, rap e até mesmo samba.

“Epic”, single de 1989 que fez muito sucesso na MTV brasileira, reúne diversas dessas vertentes e foi uma importante influência para várias bandas que se tornariam grandes ícones do rock feito no fim dos anos 1990.

Os fãs podem até questionar a vinculação com o nu metal, mas é por essa e várias outras que o legado de Mike Patton e companhia  não pode ser desprezado. Um dos mais influentes grupos da década de 1990, reverenciados por bandas tão distintas quanto Guns N’ Roses e Metallica, o Faith No More teve a coragem de experimentar, inovar sua sonoridade e, desta forma,  desbravar caminhos para diversas bandas que surgiriam depois.O grupo começou em 1982, ainda sem Mike Patton. Naquela época, Roddy Bottum, Mike Bordin e Billy Gould já integravam uma banda, chamada Faith No Man, mas queriam se livrar do guitarrista e vocalista Mike “The Man” Morris. Decidiram então formar outro grupo e fazer uma adaptação no nome, chamando-o Faith No More. A nova banda convocou Jim  Martin para assumir a guitarra e saiu em busca de um vocalista.

Neste período de transição, diversos artistas ocuparam os vocais do Faith No More  – entre eles Courtney Love – até a chegada de Chuck Mosley, que participaria dos dois primeiros discos da banda: We Care a Lot, de 1985, e Introduce Yourself, de 1987.

Em 1989, Mike Patton assume os vocais e, já de cara, muda o patamar da banda, que rapidamente alcança o reconhecimento mundial. Mal assumiu o microfone e Patton entrou em estúdio com os demais integrantes para a gravação de The Real Thing. O terceiro álbum do Faith No More, de 1989, se tornaria o grande sucesso musical e comercial do grupo, com disco de platina e Grammy de melhor Heavy Metal/Hard Rock performance.

É neste disco que encontramos diversos hits do Faith No More, como “Epic”, “From out of Nowhere” e “Falling to Pieces”. A maioria das letras foi composta por Mike Patton, mas há também um cover de “War Pigs”, originalmente gravada pelo Black Sabath.Depois do sucesso de The Real Thing, a influência de Patton no grupo cresceu. O  disco seguinte, Angel Dust, de 1992, surge com uma atmosfera totalmente diferente do trabalho anterior do Faith No More, trazendo uma sonoridade mais próxima das experimentações que Patton realizava em seu trabalho paralelo na banda Mr. Bungle.  O álbum destaca-se por sua temática mais sisuda e sombria e pela incorporação de elementos de música eletrônica.Este seria o último disco com a formação clássica do Faith No More. Após o lançamento, o guitarrista Jim Martin deixa a banda, que tem dificuldades para encontrar um substituto definitivo. O grupo ainda lança dois álbuns de estúdio – King for a day…Fool for a Lifetime (1995) e Album of the Year (1997) – antes de anunciar a sua separação.Por mais de dez anos, os integrantes dedicaram-se a outros projetos, até o aclamado retorno da banda, sem Jim Martin, mas com Patton nos vocais e todos os demais integrantes, em 2009, para turnês por todo o mundo. Quando os fãs já não esperavam por novidades, eles lançaram, em 2015, Sol Invictus. O sétimo álbum de estúdio surgiu de forma despretensiosa, mas foi muito bem recepcionado pela crítica.Não dá para prever o que ainda vem pela frente, considerando que todos os componentes da banda tocam outros projetos (que o diga Patton com seus Fantômas, Tomahawk, Peeping Tom, General Patton vs. The X-Ecutioners, Nevermen e Dead Cross, entre outros), mas a história escrita até aqui já é digna de enorme admiração. Vida longa ao Faith No More.

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