Fala que eu morri.

Nossa homenagem ao Dia do Rock. Spoiler: contém um monte de banda nova.

Foto: Foto: Gary Calton
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Se você está lendo essa matéria, é porque é do rolê do rock, punk, metal. E se gosta mesmo da parada, já deve ter lido uns textos por aí dizendo que o rock morreu e tal.

E então: o rock morreu?

Morreu. Para a indústria, para a grande mídia e pros veículos que só sabem equalizar a música em função de um estilo predominante, o rock morreu mesmo.

É louco pensar que nunca tivemos tanta tecnologia e oportunidade de descobrir e disseminar novas informações, culturas e músicas, e ao mesmo tempo o modelão de escala industrial do início do século XVIII continua dominando. Formatos de estudo, trabalho, consumo e arte ainda são oferecidos em padrão massivo, orientados pela meta do mais economicamente viável no mínimo espaço de tempo. Isso deturpa total a personalização verdadeira que os algoritmos da web prometiam.

Para a música, ficou um estilo que é ao mesmo tempo pop, sertanejo, dance, eletrônico, axé – e até rock. Mesmo quem curte legitimamente cada um desses gêneros, no final, tem dificuldade em distinguir “que porra é essa afinal que está tocando”.

E pro rock, sobrou o underground.

Um ambiente habitado por bandas novas – e jovens – gritando seus questionamentos e inquietações nas comunidades de subgêneros do rock, metal, punk, hardcore crossover, thrash, rap em redes sociais, canais de vídeos e serviços de streaming. Em eventos e festivais organizados espontaneamente por messengers, em sites e aplicativos de divulgação de novos artistas, gêneros, ideias e mensagens. Um underground com um público bem maior que a MTV e as rádios rock tinham na época em que, quem era “do rock”, se queixava das bandas que mudavam o estilo ao gosto dos grandes anunciantes.

Por isso, o rock nunca foi tão alternativo, autêntico, subversivo, anarquista, visceral, anticomercial. O rock nunca foi tão revolucionário. O rock finalmente virou rock.

A Revolution Radio é um espaço para inspirar quem curte rock de verdade e para dar voz aos artistas – tanto os que já deixaram sua marca na história da música como os novos talentos que surgem diariamente. E mais: queremos aprofundar as mensagens abordadas em suas letras, e trazer opções para o público participar ativamente de movimentos que buscam melhorar a nossa vida, indicando instituições ligadas à causas sociais.

Para comemorar o Dia do Rock, listamos abaixo alguns artistas novos que estão arrebentando e já fazem parte do conteúdo e da programação da Revolution Radio. Sem pretensão nenhuma em agradar a todos. Porque, assim como a gente, o rock não é pra qualquer um.

Cristiano F.  | Editor, Revolution Radio

Starcrawler

Banda bem jovem – um dos integrantes ainda está na escola – que faz um rock setentista clássico. Seus shows empolgantes são marcados pela vocalista Arrow de Wilde vomitando sangue fictício na plateia (veja a foto que ilustra esta matéria).

Code Orange

Surgiu em 2008, quando alguns dos seus integrantes tinham apenas 15 anos. Em 2017 lançaram Forever, álbum que rendeu indicação ao Grammy de melhor Performance de Metal em 2018.

Eskröta

Banda de crossover paulista formada só por mulheres. Performances intensas e um som avassalador são o cenário pras minas dispararem contra todo o tipo de injustiça.

Iron Reagan

Surgida em 2012, o Iron Reagan é um dos responsáveis pelo ressurgimento do crossover thrash.  Composto por integrantes de outras bandas reconhecidas na cena do metal, como o Cannabis Corpse e o Darkest Hour. Porrada.

Surra

Trio thrashpunk extremo antifascista direto de Santos (SP). Mandando uma barulheira rápida e pesada contra políticos, fascistas e empresários gananciosos desde 2012.

Trash Talk

Formado em 2005, o Trash Talk faz um som intenso e barulhento, onde as fronteiras entre hardcore e metal são pisoteadas sem dó. Pacote completo de um crossover bem tocado. Fãs de D.R.I. vão pirar.

Cerebral Ballzy

Desde 2008 provando que é possível fazer punk de responsa também no século XXI. Skate punk atual pra quem acha que a parada acabou no Suicidal Tendencies.

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