L7: resistência feminista no grunge

“Pretend We’re Dead” é a música que você relembra hoje

Foto: via Google Images
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Muita coisa pode acontecer durante um show de rock, até mesmo ser atingido por um absorvente usado vindo de cima do palco.

Em 1992, Donita Sparks, vocalista e guitarrista da L7, estava irritada com as dificuldades técnicas de som enfrentadas por sua banda, que se apresentava no Reading Festival, e com o comportamento do público, que jogava lama e grama no palco.

Um músico de outro estilo talvez abandonasse a cena, mas no grunge atitude é tudo. A resposta de Sparks ao caos foi retirar o absorvente interno que usava na hora, todo sujo de sangue, jogar na plateia e seguir com o show.

A situação ficou famosa como uma das mais inusitadas já presenciadas no mundo rock, um posto difícil de alcançar diante do monte de maluquice que a gente vê rolando por aí. O mais legal é que o L7 não se destaca na história da música somente por causa da postura rock n roll de suas integrantes.

A banda formada por quatro mulheres, Donita Sparks, Dee Plakas, Suzi Gardner e Jennifer Finch, foi uma das responsáveis por trazer o feminismo para o centro do movimento grunge.

Com letras politizadas e uma somzeira pesada para impor respeito logo de cara, as meninas do L7 são percursoras do riot grrrl, resistência feminina que surgiu na década de 1990 para bater de frente com o machismo do movimento punk norte-americano e colocar as mulheres no comando de palhetas e baquetas.

Funcionou pra caramba! Até hoje, há quem diga que não houve época melhor para ser mulher dentro do rock do que aquele período nos Estados Unidos.

Aqui você relembra um dos maiores hits da banda:No Brasil, o movimento feminista também ganha cada vez mais eco. Enquanto as meninas do L7 militavam através da música, por aqui, iniciativas como o Think Olga atuam promovendo o empoderamento feminino a partir da informação. Clica no botão e confere!

Think Olga

Think Olga é um projeto feminista que tem como missão empoderar mulheres por meio da informação e retratar suas ações em locais onde a voz dominante não acredita existir nenhuma mulher.

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