O aborto dos Sex Pistols

Ouça “Bodies” e pense no assunto

Foto: divulgação
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Os Sex Pistols cuspiram toda a raiva da juventude na cara do governo e da sociedade em 12 faixas de seu único álbum, Never Mind the Bollocks, Here’s the Sex Pistols, de 1977.

As famosas Anarchy in the UK e God Save the Queen tinham como alvo o governo britânico, mas os Pistols também tocaram o f…-se pra cima da sociedade conservadora.

“Bodies”, considerada a música mais pesada do grupo, conta a história de Pauline, uma fã perturbada dos Sex Pistols que sofria abusos sexuais e realizava o procedimento para interromper a gestação. A letra descreve uma cena de aborto da forma mais visceral: “Corpos gritando,  caos sangrento / Não é um animal / É um aborto”.

Apesar de muitos considerarem a música como anti-aborto, o vocalista Johnny Lydon explica: “Sim, é um direito da mulher (…) É sensato trazer uma criança indesejada ao mundo? Não, mas essa é apenas a minha opinião, porque eu sempre deixaria para a mulher. Nessa música eu levanto os dois lados da agenda e inclusive me coloco lá também”.

Ouve essa pedrada no show beneficente que os Sex Pistols realizaram na cidade de Huddersfield durante o Natal de 1977:

Se você quer saber mais sobre o tema, conheça o trabalho da Conectas, ONG que luta para proteger e ampliar os direitos de todos, inclusive ao aborto seguro.

Conectas Direitos Humanos

Promover a efetivação dos direitos humanos e do Estado Democrático de Direito, no Sul Global – África, América Latina e Ásia

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