Rage Against The Machine: a banda que uniu rap, metal e política

Rock e hip hop na veia.

Foto: Via www.barks.jp
Gostou? Compartilhe:

Um jovem Tom Morello assistia a algumas exibições freestyle em um clube de Los Angeles quando foi impactado pela performance raivosa de Zack De La Rocha.

A qualidade do som no lugar era ruim, não dava para escutar direito, mas a forte presença de Zack foi suficiente para Morello querer conhecê-lo depois do show e, finalmente, ouvir o que aquele cara tinha a dizer.

Morello já conhecia um baterista, Brad Wilk, e De La Rocha indicou um baixista, Tim Commerford. Nascia ali o Rage Against The Machine, uma das bandas mais relevantes da história do rock, não só por sua sonoridade única, mas pelas letras engajadas e a militância política que despertaram a mente de muita gente que, até então, se limitava ao videogame e à MTV.Antes do RATM, Morello chegou a formar-se em Ciência Política em Harvard, sempre muito influenciado pelo pai, que havia sido um revolucionário e guerrilheiro no Quênia. O músico conciliava os estudos com a dedicação para tornar-se um virtuoso na guitarra.

Já De La Rocha tem ascendência mexicana e desde a adolescência aproximou-se do hip hop, movimento cultural que abriga grupos étnicos marginalizados nos Estados Unidos, como negros e latinos.

Dessa encontro entre histórias, surgiu a união certeira do rap com o metal, com Morello despertando novas sonoridades de sua guitarra, que emitia sons mais comuns às pickups de um DJ, enquanto um combativo De La Rocha gritava contra o sistema ao nosso redor.Em seus quatro discos de estúdio – Rage Against the Machine (1992), Evil Empire (1996), The Battle of Los Angeles (1999) e Renegades (2000) – o RATM berrou contra o capitalismo e a favor da justiça e da liberdade.

A banda envolveu-se em diversas lutas ao redor do mundo, criticou o Apartheid sul-africano, denunciou o massacre de índios nas Américas, apoiou as causas zapatistas no México e até mesmo o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) no Brasil.Após a saída de Zack De La Rocha da banda, no ano 2000, o Rage Against entrou em um hiato, enquanto os demais integrantes do grupo dedicavam-se ao Audioslave, projeto que contava com Chris Cornell nos vocais.

Em 2007, o RATM voltou aos palcos com sua formação original para uma série de shows lendários. Eles chegaram a fazer uma exibição no SWU, no Brasil, em 2010, mas não lançaram nenhum novo disco de estúdio. Em 2016, Tom Morello confirmou o fim definitivo do grupo que influenciou gerações de músicos e escancarou as portas da cena norte-americana para o nu metal.

Gostou? Compartilhe:

Veja também...