Rancid dá uma botinada no preconceito

Punk e reggae tem tudo a ver

banda Rancid em foto de divulgação do álbum ...And Out Comes the Wolves de 1995
Foto: Martyn Goodacre / Hulton Archive / Getty Images
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Tornar o punk rock popular foi uma das maiores loucuras dos anos 90. Quão punk era o punk? Tão punk como o Rancid, que pegou a onda mantendo o espírito original do movimento: independente, underground e plural.

Enquanto o Green Day e Offspring assinavam com grandes gravadoras e suavizavam os acordes de suas guitarras para uma melodia mais pop, o Rancid lançava …And Out Comes the Wolves pelo selo independente Epitaph. Na contramão das outras bandas, Tim Armstrong, Matt Freeman, Lars Frederiksen e Brett Reed resgatavam as raízes do ska e do reggae, que nos anos 70 se fundiram ao punk, e ainda adicionaram mais velocidade e distorção às guitarras.

A temática girava em torno do cotidiano dos membros da banda nos subúrbios da California: um dia a dia entre ladrões, viciados, gangues de rua e festas regadas a muita bebida e música.

A faixa “Roots Radical” talvez seja o melhor exemplo. A letra relata o rolê de uma galera que começa pedindo trocado pra passagem do busão e termina numa festa com punks, rudegirls e rudeboys dançando ao som do reggae de Desmond Dekker. O próprio título da faixa é uma homenagem à música Roots Radical, do Jimmi Cliff, e também traz referências de Roots, Radics, Rockers, Reggae, de Bunny Wailer. Sem preconceito algum.

Em uma época em que o punk ainda era associado a grupos neonazistas, o Rancid mandava uma mensagem clara de diversidade e união que vale até hoje. Ouve aí!

E aproveita para ouvir Roots Radical do Jimmi Cliff:

E se quiser mais, ouve aí o Skaralhada, seleção de ska exclusiva da Revolution Radio na Deezer:

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