Sex Pistols e o fim da esperança de toda uma geração

Sem futuro para você, sem futuro para mim. Alguma semelhança com o Brasil?

Foto: Bob Gruen
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Recessão econômica, desemprego nas alturas e pessimismo em relação ao futuro. Parece o Brasil de 2017, mas era a Inglaterra de 1977.

Há 40 anos, o Sex Pistols lançava God Save The Queen, segundo single da carreira da banda que alçou o Punk Rock para o topo das paradas no mundo.

Na letra, Johnny Rotten dá vazão ao sentimento de desesperança que dominava os jovens trabalhadores britânicos da época e encerra com uma mensagem desalentadora: sem futuro para mim, sem futuro para você.

God Save The Queen gerou muita polêmica à época de seu lançamento por ironizar a monarquia britânica e acusá-la de fascista.

A BBC, tradicional rede pública de rádio e TV do país, chegou a proibir a execução da canção em sua programação. Nada que impedisse a venda de mais de 150 mil cópias do single no período de uma semana.

Em pouco mais de três minutos, God Save The Queen conseguiu condensar a insatisfação de toda uma geração. Seria exagero afirmar que o cenário brasileiro está pedindo pelo surgimento de um Sex Pistols tupiniquim?

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